UM BOM PONTO DE PARTIDA É O CONSENSO SOBRE O QUE FAZER


Foi o primeiro trabalho da PIQUINI. O cliente era a Feluma, a Fundação Educacional Lucas Machado, mantenedora da Faculdade Ciências Médicas de Minas Gerais (CMMG). Eles buscavam uma revalorização da marca da faculdade e um posicionamento mais preciso da mantenedora, uma dúvida acerca da divisão de papéis que normalmente aflige instituições com essa formatação. Eles vinham tentando resolver a situação há tempos. Nosso desafio era entender se a mudança era necessária, verificar o andamento do projeto dentro da instituição e propor soluções.

O problema, assim colocado, nem parece ser grande, mas às vezes, realmente, as coisas não são tão simples de solucionar. Nas questões de marcas e reposicionamento existem muitas variáveis e uma delas é o entendimento do que é esse trabalho. A diretoria é um ambiente coletivo no qual nem sempre os integrantes estão na mesma sintonia ou possuem uma visão única sobre um determinado problema. A incompreensão de um assunto pode impedir o bom andamento dos projetos de uma empresa, especialmente os de comunicação corporativa (cujos temas são mais “fluidos”).

Por isso, uma das primeiras coisas a serem feitas, em situações como essa, é promover o consenso entre os diretores. É um jogo de paciência. Formular as perguntas certas ajuda, e a partir das respostas pode-se começar a costurar um alinhamento de ideias e construir pontes de entendimento.

Durante cerca de seis meses construímos com a direção da Feluma uma ideia agregadora. Primeiro, acertamos que o ideal seria deixar com a Feluma o trabalho de relações institucionais que a área da saúde tanto exige (governos, instituições, órgãos reguladores, sociedade), mais as áreas de back office centralizadas, zelando pela governança e o bem do grupo. E era preciso modernizar a marca da Ciências Médicas sim, mas preservando os valores e as raízes da instituição.

A nova marca tinha que representar uma faculdade pioneira na formação de médicos e enfermeiros em Minas Gerais, com elevado nível de qualidade obtido por meio do conhecimento e da dedicação de seus profissionais com a causa da saúde. A CMMG é uma referência entre as escolas de medicina. Era, e continua sendo, um nome forte e conhecido.

A nova logo derivou dessa história. A solução final (um brasão) ficou elegante. O projeto foi desenvolvido pela empresa de branding 2DA, do Daniel Guimarães, que criou o conceito de marca e criou a logo. Desenhado em estilo “vintage”, o símbolo procurou representar tradição, solidez, respeito, reconhecimento, bem no espírito da casa. A data de fundação da escola (1950) foi destacada ali de propósito. A cor dourada, idem.

Ao mesmo tempo, o nome da faculdade foi colocado à frente e substituiu uma salada de nomes das outras áreas operacionais mantidas pela Feluma, que além da faculdade, incluem um hospital-escola, um ambulatório e um instituto de pós-graduação. Houve uma simplificação e homogeneização. O brasão com o acrônimo CMMG foi estendido a todas as operações de serviços, com uma assinatura corporativa Feluma. “Hospital Universitário Ciências Médicas”, “Ambulatório Ciências Médicas”, “Pós-Graduação Ciências Médicas”.

Tudo limpo, unificado, forte.

A ilustração desse post veio do Brand Book criado pela 2DA, uma obra de arte à parte.


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