A EXPERIÊNCIA DE MARCA DA UFV


O que é experiência de marca? É aquilo que empresa faz para seus clientes e que provoca sensações que influenciam a percepção dele com relação à marca do produto ou serviço que ele consome. Se for uma experiência positiva, a tendência é a de fidelização do cliente. Se for negativa, é provável que o consumidor vá buscar alternativas no mercado.

A Universidade Federal de Viçosa tem uma imagem excelente no meio da educação. Está entre as 13 federais entre as 50 maiores instituições de ensino do país (dados da semana passada). Os números indicam a qualidade, mas qualquer um que já tenha encontrado algum ex-aluno da faculdade poderá comprovar que são eles os maiores propagandistas dessa reputação, com uma memória altamente impregnada de afetividade pela instituição. Esse “boca a boca” ajuda a cimentar a imagem de uma universidade vitoriosa na qualidade de ensino de forma ainda mais consistente do que aquela ressaltada pelos números do MEC.

Sempre me perguntei por que a UFV causa essa tremenda impressão sobre seus ex-estudantes. E essa questão ganhou algumas respostas durante esse ano de 2019 quando a PIQUINI foi contratada para escrever a história da turma do Carcará, que reúne os formados da UFV em 1969. Metodologia, professores interessados, um campus bacana, uma cidade que vive em torno da instituição. Mas nesse último final de semana descobri mais uma forte razão por trás dessa adoração dos ex-alunos pela escola.

Aconteceu a tradicional festa dos formados há 70, 65, 60, 50, 45, 40, 35, 30, 25, 20, 15, 10 e 5 anos, que reuniu mais de 3.500 pessoas no grande galpão ao lado do belíssimo prédio Arthur Bernardes, sede da reitoria da UFV, conhecido como “Bernardão”. Ex-colegas (hoje amigos de profissão e de vida), professores, diretores, funcionários e muita gente que conviveu com os alunos em seus anos de faculdade... todos se encontram para festejar uma época de transformação na vida de todos. E que festa!

Há uma homenagem solene, com entregas de medalhas, discursos e homenagens feitas com a necessária pompa que esses momentos exigem. Depois o “festão”, com comida, música, dança, risadas, abraços, beijos, muita felicidade no ar. Há, claramente, um senso de comunidade, que o evento ajuda a estimular, renovar, rejuvenescer e a manter a mística da UFV no ar.

A festa, evidentemente, acontece todos os anos, pois todos os anos turmas se formam. É uma tradição na cidade, que recebe de braços abertos levas de ex-estudantes e seus familiares que injetam milhões de reais na economia da cidade, desde os hotéis, taxis, restaurantes e até mesmo na compra do delicioso doce de leite local.

Não sei se essa tradição se deve à origem “americana” da ESAV (hoje UFV), mas é uma lição de experiência de marca de primeira linha, que deveria ser copiada por todas as universidades brasileiras. Funciona.


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