O home office não precisa ser um bicho de sete cabeças


Há algumas semanas, quando a pandemia do Coronavírus chegou ao Brasil com mais força e os primeiros casos começaram a aparecer, a possibilidade de trabalhar de forma remota, sem ter que ir pessoalmente à agência, virou uma realidade. Diante de tantos trabalhos a serem concluídos e entregues, a dúvida maior era se conseguiríamos todos nos adaptar a este novo modelo de trabalho. Após quase um mês fazendo home office, posso afirmar que sim, estamos conseguindo. Se em um primeiro momento a falta de proximidade física pode ser um empecilho, afinal, com a equipe reunida, demandas corriqueiras são resolvidas na mesma hora, ali, na mesa, por outro lado, as ferramentas disponíveis hoje encurtaram a distância e permitem que toda a equipe esteja alinhada, estejam os membros onde estiverem. WhatsApp, Skype, Zoom, Hangouts são apenas algumas dessas ferramentas que nos mantêm conectados o tempo todo. Lembra do conceito de Aldeia Global criado pelo McLuhan, ao qual fomos apresentados lá na faculdade, nas aulas de Teoria da Comunicação? Ele nunca fez tanto sentido. Claro que para a engrenagem funcionar o comprometimento e a disciplina são fundamentais, isso não apenas no trabalho remoto, mas em qualquer modalidade profissional. Sem essas duas habilidades, não se chega a lugar algum. Em casa as distrações são bem maiores. A televisão está logo ali, os jogos do celular ficam mais convidativos que nunca. Uma técnica que tem dado certo são as reuniões diárias com a equipe, em que cada um expõe suas atividades para o dia, o planejamento da semana e fala das suas entregas. Além disso, o contato permanente com os membros da equipe, procurar estar sempre disponível, como se estivesse dentro de um escritório. Temos uma profissão em que é possível trabalhar de forma remota sem interromper os fluxos de entrega. Isso, nos dias de hoje, deve ser considerado como um privilégio. Com um pouco de dedicação e atenção para não perder o foco, a experiência do home office é bastante produtiva e, neste momento, extremamente necessária. Quem sabe não estamos participando do nascimento de uma nova cultura do trabalho? As startups têm atuado assim e atingido ótimos resultados. É uma questão de tentar.


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