É HORA DE CUIDAR DAS PESSOAS


É HORA DE CUIDAR DAS PESSOAS

Dor e tristeza para milhões de pessoas, queda brutal na economia, alterações nas condições de trabalho, nos hábitos de consumo, na mobilidade... As mudanças trazidas pela pandemia da Covid-19 são profundas. É natural que muitas empresas foquem suas ações imediatas em cortes de custos e fluxo de caixa, já que é preciso manter a roda girando. Entretanto, existe outra ação urgente que as organizações não podem deixar de lado: cuidar das pessoas, dos empregados.

Ninguém vive hoje como vivia antes da pandemia. Novas rotinas se impuseram. Não podemos ver amigos, companheiros de trabalho, familiares. O isolamento social tem provocado alterações de comportamento. As tensões tendem a aflorar. O aumento da violência doméstica contra mulheres é um sintoma.

Quem se internou em home office e experimentou um período de intenso ganho de produtividade começa agora a sentir as dores dessa novidade. Há quem sinta falta da convivência e da troca de ideias com os colegas no escritório, do relaxamento da hora do almoço, do passeio pelas calçadas e de todas as pequenas coisas com as quais estávamos acostumados até há pouco tempo. Há quem ainda não encontrou seu ambiente em casa para trabalhar, dividindo espaço com filhos, bebês, cachorro, internet ruim. Algumas pessoas estão ficando doentes, como já verificam as áreas de RH mais atentas.

Para completar, pesquisas recentes mostram que as empresas pretendem manter um grau elevado de trabalho remoto na composição futura de sua força de trabalho. Como isso será feito? Quem fica em casa, quem retorna? Como o controle do trabalho será feito para aqueles que permanecerão em trabalho remoto? Como será a “repopulação” dos escritórios? Quais serão as novas regras e condições desse retorno? Como as pessoas reagirão nessa nova fase?

Todas essas questões são mais que problemas técnicos ou logísticos. Falamos do íntimo das pessoas. Empresas precisam olhar o ser humano e entender que são muitos os fatores que estão influenciando sua vida, seus pensamentos, suas necessidades, seus humores. Tudo isso poderá afetar seu desempenho no trabalho. Será preciso repassar orientações e comandos claros, mas também será fundamental oferecer conforto, aconselhamento, ajuda.

A Comunicação e o RH têm um papel fundamental nessa hora e nesse trabalho. São grandes os desafios e inúmeras as possibilidades. É momento para desenvolver empatia, não como uma tática comunicativa, mas como propósito de empresa e atributo de gestão corporativa. Para as organizações, cuidar de suas pessoas é estratégico. Equipes unidas, engajadas e saudáveis mentalmente farão toda a diferença para a superação das atuais dificuldades. E estarão à frente quando a recuperação econômica vier.


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