COMUNICADORES: NOSSOS PROBLEMAS SOMOS NÓS!


COMUNICADORES: NOSSOS PROBLEMAS SOMOS NÓS!


Existem muitos fatores que contribuem para que os projetos da “turma da Comunicação” sejam desconsiderados pela direção das empresas e organizações em que trabalhamos. Nem sempre o problema é “a diretoria que não entende de comunicação”, uma das justificativas preferidas para “lambermos” nossos egos feridos. É certo que existem chefes que realmente não entendem nada do que dizemos a eles, mas na minha opinião, na maioria das vezes, o buraco é mais embaixo: os “problemas” estão em nós mesmos.


No mundo frio e calculista dos negócios, nós, comunicadores, sofremos uma situação de “deslocamento”: parece que aquele ambiente não foi feito para nós. Nossas características pessoais (“essa gente de humanas”) e problemas de formação resultam em um desencaixe entre nossas visões e as realidades do ambiente corporativo e criam barreiras que conspiram para que as dificuldades que enfrentamos sejam maiores do que deveriam ser. Cito, para argumentação, alguns de nossos problemas:


· Não conseguimos falar a linguagem dos negócios. Entendemos pouco de economia e quase zero da parte financeira.

· Temos uma quase instintiva aversão a planilhas, números, cálculos, essas coisas caretas e burocráticas, que são a linguagem desse universo.

· Somos mais de ideias e “relacionamento” do que de execução: não fomos treinados para estruturar projetos e somos pouco práticos (o que não é bom nesse mundo onde resultado é o que move montanhas).

· Desprezamos a necessidade de formar alianças internas para a cooptação de parceiros e apoiadores, um hábito essencial de sobrevivência e progresso no universo corporativo.


Nossa incapacidade de evolução corporativa é muito frustrante, ainda mais quando observamos que as mudanças sociais que experimentamos hoje exigem uma posição mais humanista das empresas, uma pauta sob medida para nossa formação. Mas para que possamos nos posicionar e influenciar essa agenda, precisamos entender o meio e nos adaptarmos a ele. A boa notícia é que, para isso, não é necessário abrir mão de princípios éticos.


Empresas buscam resultados. Como a comunicação pode promover esses resultados? Um projeto de comunicação, em si mesmo, por mais “legal” que ele seja, não vale nada se não impulsionar o negócio. Se não proteger o negócio. Se não indicar caminhos para o negócio. Pensar assim é um bom começo para desenvolvermos uma nova linha de pensamento e de ação. Pensar assim é sair do operacional e se mover para o estratégico (e se você não sabe a diferença entre operacional e estratégico, bem, você tem um problema).

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