UM BOM ANO. UM PÉSSIMO ANO.


UM BOM ANO. UM PÉSSIMO ANO.

Aderimos ao home office dia 17 de março de 2020. Na última quarta-feira (17), publicamos um post em nossas redes sociais com um balanço de nossos números depois de um ano de pandemia. Como muita gente que passou a trabalhar em home office, nós, da equipe PIQUINI, descobrimos reservas de produtividade muito grandes em nós mesmos e tivemos um ano muito bom em entregas.


Conquistamos cinco clientes novos, maiores dos que tínhamos anteriormente, renovando praticamente todo o nosso portfólio e expandimos nossas fronteiras para fora de MG: hoje atendemos empresas do Estado de São Paulo e até dos EUA. Produzimos 1.200 posts para as redes sociais de nossos clientes (sem falar nas derivações nas diversas plataformas), conquistando mais de 81.000 interações e um aumento médio de seguidores de 62%. Produzimos 7 e-books, editamos 77 vídeos. Editamos 1 livro. Distribuímos 45 releases e conseguimos um retorno de mídia de mais de R$ 2 milhões de reais. Além dos grandes números, realizamos entregas especiais, resolvendo de forma criativa demandas específicas de nossos clientes.


Mantivemos a equipe praticamente intacta e, acredito, trabalhamos bem. Criamos uma rotina diária de contato e conexão para compensar a ausência física. Temos uma reunião “sagrada” na abertura de todos os dias. Trocamos infinitas mensagens de Whatsapp, no grupo da equipe e entre nós, quando as situações assim exigiam. A regra é: na certeza e na dúvida, converse sempre. E melhoramos nossos processos, nossas métricas, nossos relatórios.

Esse ano da pandemia foi, assim, vencido pela equipe PIQUINI, mas não temos razão para celebrar. Estamos saudosos do contato pessoal, da companhia, da camaradagem que marcava a vida em nosso escritório. Estamos todos cansados, enfrentando as dificuldades coletivas e individuais, físicas e psicológicas que essa reclusão forçada provoca sobre todo mundo. Dessas consequências não escapamos.


O pior de tudo: é a tragédia que nos cerca. São 280 mil mortos no momento em que escrevo. E ainda não sabemos quando isso vai terminar. Exatamente no dia em que completamos um ano de isolamento, estamos no pior momento da pandemia: começa o toque de recolher em Minas, porque o estado, como muitos do Brasil, entrou na fase roxa. Uma situação de desalento, de desesperança, muito em função de uma gestão criminosamente inepta de saúde pública, cuja responsabilidade deve ser compartilhada.


Falhamos como país. Um governo central negacionista, não empático, na contramão do pensamento social e científico. Um ambiente político tóxico, que transforma qualquer discussão em gritaria infrutífera. E uma população que em grande parte mostra-se despreparada para pensar de forma coletiva e responsável.


Iniciamos, assim, nosso segundo ano de isolamento, muito unidos como equipe, com muita coisa para cuidar dentro da empresa, das casas e das cabeças de cada um de nós. Estamos muito preocupados com o Brasil e o mundo. Nos resta o companheirismo, a responsabilidade de contribuir no combate à pandemia. Temos o consolo do café. Nesse último ano, consumimos 10.950 xícaras de café. Quantas serão nesses próximos meses?


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