Rebranding de uma tradição: o caso das Ciências Médicas.
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Foi um dos primeiros trabalhos da PIQUINI. A Fundação Educacional Lucas Machado (Feluma), mantenedora da Faculdade Ciências Médicas de Minas Gerais (CMMG), buscava definir de forma mais precisa seu posicionamento como instituição e, ao mesmo tempo, valorizar a marca da faculdade, uma das mais prestigiadas de Minas Gerais.
Essa dúvida em torno da divisão de papéis normalmente aflige instituições com essa formatação organizacional. Nosso desafio era entender se a mudança era realmente necessária e, se fosse o caso, propor soluções.
O problema nem parece ser muito grande, mas nem sempre os integrantes de uma diretoria corporativa estão na mesma sintonia ou possuem uma visão única sobre um determinado problema. E, em questões de marca, as interpretações e percepções variam muito. Além disso, o desconhecimento de fatores técnicos pode impedir o bom andamento dos projetos da empresa, especialmente os de comunicação corporativa (cujos temas são mais “fluidos”).
Em situações como essa, uma das primeiras coisas a serem feitas é promover o consenso entre os diretores. É como um jogo de paciência. Formular as perguntas certas ajuda e, a partir das respostas, é possível costurar um alinhamento de ideias e construir pontes de entendimento.
Assim, construímos com a direção da Feluma uma ideia agregadora. Acertamos que o ideal seria deixar com a mantenedora o trabalho de relacionamento institucional que a área da saúde tanto exige junto a governos, instituições, órgãos reguladores e sociedade, além da gestão das áreas de backoffice. Para zelar pela preservação dos valores e raízes da instituição, a Feluma tornou-se a assinatura corporativa do grupo.
Já a faculdade Ciências Médicas precisava reforçar seu papel de pioneira na formação de médicos e enfermeiros em Minas Gerais, com elevado nível de qualidade obtido por meio do conhecimento e da dedicação de seus profissionais com a causa da saúde. A CMMG é uma referência entre as escolas de medicina, com nome forte e conhecido. E para a CMMG foi sugerida uma nova logo que contasse essa história.
A solução (um brasão) revelou-se forte e elegante. O projeto foi desenhado pela empresa de branding 2DA, de Belo Horizonte. Em estilo “vintage”, ele representa tradição, solidez, respeito, reconhecimento. A data de fundação (1950) foi usada para ressaltar autoridade. A cor dourada, idem. E olhando a marca com atenção, nota-se o perfil de rostos camuflados nas letras. Afinal, em uma faculdade de medicina, o ser humano é o centro de tudo.
Ao mesmo tempo, o brasão CMMG ganhou abrangência sobre várias áreas operacionais mantidas pela Feluma, que orbitavam em torno da faculdade, homogeneizando-as sob uma nomenclatura geral, como “Hospital Universitário Ciências Médicas”, “Ambulatório Ciências Médicas”, “Pós-Graduação Ciências Médicas”. Tudo limpo, unificado, forte.
A ilustração desse post veio do Brand Book criado pela 2DA, uma obra de arte à parte.


