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Aos 50 anos, a Fiat celebra sua credibilidade

  • há 6 dias
  • 2 min de leitura
Arte da PIQUINI com fundo claro e tipografia em roxo destacando o título "Aos 50 anos, a Fiat celebra sua credibilidade". Em destaque, a informação de que a Fiat foi líder de mercado em 19 dos últimos 25 anos no Brasil, incluindo cinco anos consecutivos entre 2021 e 2025, com fonte da Fiat e da Anfavea. Ao fundo, o número "50 anos" aparece em marca d'água. Na parte inferior, a mensagem: "Reputação não é o que a empresa diz sobre si mesma. É a somatória de promessas cumpridas ao longo do tempo." A arte acompanha um artigo sobre reputação de marca, liderança de mercado e a construção da credibilidade da Fiat no Brasil.

Como a Fiat construiu sua credibilidade no Brasil


A Fiat tem números impressionantes para celebrar os 50 anos da marca. Líder de mercado por 19 dos últimos 25 anos no Brasil, incluindo cinco anos seguidos entre 2021 e 2025. Ainda na liderança em 2026. Betim é a maior fábrica da Fiat no mundo e o maior polo produtivo de automóveis da América Latina.

E esses números ficam ainda mais notáveis se olharmos o ponto de partida.


Quando a Fiat chegou ao Brasil, em 1976, trouxe o 147 com motor transversal, tração dianteira e coluna de direção retrátil (item que, provavelmente, salvou minha vida em um acidente há muitos anos). Era diferente. Era moderno. Mas o mercado olhou com a suspeita que reservamos ao desconhecido. O status era zero. A sigla da marca virou bordão pejorativo, repetido pelos que torciam para que a italiana tropeçasse.


Nos anos 1990, quando atuei como assessor de imprensa da Fiat, jornalistas ainda tratavam a marca com condescendência. Por mais que a empresa se esforçasse, havia uma hierarquia no setor: Volkswagen, Ford e GM tinham chegado antes e, na cabeça do mercado, antiguidade significava algo.


A resposta da Fiat foi leitura e inteligência de mercado, além da capacidade de adaptação.

O jornalista Sergio Quintanilha sintetizou bem: a Fiat não precisou de 50 anos para se tornar “a mais brasileira das marcas transnacionais”. Desde o Uno Mille, em 1990, ela "simplesmente humilhou suas principais rivais no Brasil, justamente por ter entendido o cidadão brasileiro mais do que qualquer outra montadora".


É o caso da Strada, picape que só existe no mercado nacional e que é o carro mais vendido no país há cinco anos consecutivos. Não é coincidência.


Até os rivais reconhecem o avanço e a reputação da marca italiana.


A Volkswagen, maior rival histórica da Fiat no Brasil, publicou nas redes sociais uma imagem do Fusca ao lado do 147, saudando os 50 anos da concorrente. Um gesto elegante, difícil de ignorar. Na sequência, a BYD fez o mesmo, copiando até o estilo da imagem. Sinal de que a trajetória italiana serve de referência para quem começou agora a construir sua história por aqui.


Quando os rivais homenageiam publicamente uma marca, é porque sua credibilidade não está mais em disputa. Está consolidada.


E vale lembrar: reputação de marca não é o que a empresa diz sobre si mesma. É a somatória de promessas cumpridas, de uma narrativa que a realidade confirma ao longo do tempo.


E essa não é uma lição exclusiva do setor automotivo. Toda empresa líder de mercado passou por alguma versão dessa jornada.

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