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Liderança estratégica: o que Invictus ensina

  • há 27 minutos
  • 2 min de leitura
liderança estratégica inspirada em Invictus com Mandela unindo equipes por meio de narrativa

Projetos que são "gatilhos de mudanças"


Há momentos na vida de equipes, de empresas e até de países inteiros em que promover mudanças parece impossível. Tudo conspira contra. São momentos como esses que exigem algo mais profundo: uma ideia ou uma narrativa envolvente que se sobreponha às dificuldades. É em uma dessas situações que um “Projeto UAU”, como chamamos na PIQUINI iniciativas desse tipo, se encaixa tão bem!


A África do Sul do início dos anos 1990 vivia essa necessidade. Com o fim do abominável regime do apartheid, o país tinha uma nova Constituição, um novo presidente (Nelson Mandela) e a esperança de uma nova unidade social. Mas as incertezas eram grandes. Mandela percebeu que construir uma nova nação não era só uma questão administrativa. Era preciso um fator simbólico que impactasse todos os sul-africanos, independentemente de raça, origem ou memória histórica. Era preciso um gesto inusitado, que desarmasse os espíritos e fosse profundamente mobilizador.


Essa oportunidade surgiu com a Copa do Mundo de Rugby, programada para acontecer na África do Sul em 1995. Foi uma aposta surpreendente e arriscada. Ao invés de rejeitar o rugby, esporte associado à minoria branca e visto como uma herança da opressão racial, Mandela fez o contrário: enxergou ali a oportunidade de uma “cura coletiva”. Transformou o Springboks (como a seleção sul-africana é chamada) no símbolo de uma nova África do Sul, unindo o país em torno de um objetivo simples e emocionalmente potente: vencer a Copa do Mundo. Era uma estratégia de reconstrução do país.


O jornalista John Carlin narrou essa história incrível no livro Invictus, que virou filme estrelado por Morgan Freeman. A obra mostra que Mandela teve de vencer a resistência do partido Congresso Nacional Africano (que propunha o boicote à copa). Ele inspirou jogadores, criou pontes entre eles e a sociedade, distensionou corações. François Pienaar, o capitão (no filme interpretado por Matt Damon) transformou-se no interlocutor entre o velho e o novo país.


Quando o Springboks levanta a taça ao vencer a final contra a Nova Zelândia, não foi apenas uma comemoração esportiva, mas o nascimento de uma nova identidade nacional. Não foi a vitória na final de um campeonato, foi a derrota da narrativa da segregação racial.


Essa é uma história exemplar do poder de um “Projeto UAU” de gerar foco, mobilizar pessoas, criar vocabulário, mudar percepções, integrar os diferentes, restaurar energias, abrir caminhos, superar cronogramas, gerar orgulho. Porque grandes transformações começam quando as pessoas se veem participando de uma história maior do que elas. E é isso que faz um “Projeto UAU”: ele reescreve o enredo do futuro.


Equipes e empresas também precisam desses momentos.

A propósito: mesmo que o time sul-africano perdesse a final, o resultado seria o mesmo.

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