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A sorte favorece os audaciosos

  • há 11 horas
  • 2 min de leitura
Camisa do Corinthias na Copa Libertadores de 2012

Esse quadro na parede conta uma história. No começo de 2012, a Iveco estava em alta. Depois de cinco anos de trabalho, as vendas cresciam, a produção aumentava, a rede expandia, ganhávamos prêmios. Mas faltava aquele big bang para “cravar” a empresa na mente dos brasileiros.


Na segunda reunião com a nova agência, os diretores Fernando Sales e Geraldo Mosse, da Leo Burnett, jogaram sobre a mesa um envelope de papel marrom estufado como uma pequena almofada. Sales disse: “Aqui está sua exposição de marca”. Abri o pacote e lá de dentro saiu uma camisa do Corinthians com a marca Iveco estampada no peito.


“Vocês estão brincando?”, ri de nervoso. Não, a oportunidade era real e absolutamente incrível. A menos de uma semana da primeira partida da semifinal da Copa Libertadores contra o Santos, o Corinthians estava sem patrocinador. A rede Magazine Luiza havia saído da camisa, inexplicavelmente. O espaço estava aberto. O problema é que estávamos na quinta-feira, o jogo seria na quarta seguinte.


Voltamos para Belo Horizonte cheios de perguntas. Daria tempo? Correríamos o risco? A Iveco Itália aprovaria? E, principalmente, teríamos dinheiro? Levantamos todas as informações: valor, contrato, condições, possibilidades. Convencemos a área de marketing e comercial que seria bom. O vice-presidente, na época, Natale Rigano, comprou a ideia. Tínhamos um workshop de diretoria previamente marcado para o sábado e, naquela reunião, entreguei o envelope de papel na mão do presidente, Marco Mazzu. Foi aquele espanto geral, mas a estratégia deu certo: toda a diretoria, ali, aprovou a “loucura”.


Acordei às 5h na segunda para uma call com o presidente mundial da marca, que nada sabia do futebol brasileiro, mas topou, protocolarmente, e ficou definido: se o Corinthians passasse da semifinal, iríamos até o fim. Ainda na segunda fizemos reuniões para as definições de ações de marketing, de comunicação, sem falar na correria para a assinatura do contrato, que foi assinado e divulgado ao público na terça. As camisas com o logotipo da Iveco foram impressas na quarta à tarde e entregues à noite, no vestiário da Vila Belmiro, para o primeiro jogo contra o Santos.


O resto é história. No dia 4 de julho, há 14 anos, quando o Sheik fez o segundo gol contra o Boca Juniors no Pacaembu, selando a conquista do título, sabíamos que a camisa com a marca Iveco entraria para a história. Acompanhei o vice-presidente Rigano até um táxi fora do estádio, dez minutos antes do jogo acabar. Ao se despedir, ele me cumprimentou e disse: “La fortuna favorisce gli audaci”. A sorte favorece os audaciosos.


Tatuei essa frase nas minhas costas. E a camisa do quadro, ganhei dos colegas da Iveco quando saí da empresa.


Esse texto faz parte da editoria Histórias do Piquini, uma série de memórias e bastidores que misturam ofício, estrada e repertório. Confira, nos links abaixo, outros textos do Piquini sobre temas relacionados.

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