AS MULHERES DOMINAM A COMUNICAÇÃO INTERNA


Muito interessante a pesquisa sobre o perfil do profissional de Comunicação Interna no Brasil, realizada pela SocialBase, a plataforma de comunicação interna baseada em Florianópolis, e divulgada por sua revista, a Cultura Colaborativa. No total, 181 profissionais responderam à pesquisa feita por e-mail. Notícias boas e não tão boas. Passando a régua nos números, vemos que a área está se tornando cada vez mais feminina. E que estamos conquistando controle sobre nossos orçamentos. Mas que continuamos “espalhados” pelo organograma, com pouca participação estratégica. E, infelizmente, bastante insatisfeitos, pois pouco valorizados.

Vamos começar pela maior constatação: 70% das pessoas que trabalham em comunicação interna são mulheres, com idade média de 36 anos. E bem preparadas: 88% possuem curso superior, a maioria graduada nas áreas de Comunicação (Publicidade, Jornalismo e RP), e destas 65% pós-graduadas. Isso não chega a ser surpreendente. Qualquer um que trabalha no setor já sabe: as mulheres dominam.

Quanto ao posicionamento interno, uma “salada” organizacional. Metade (49%) trabalha sob a diretoria do RH; 18% sob o Marketing; 15% respondem diretamente à Presidência; somente 9% estão vinculados a uma diretoria de Comunicação; outros 9% se disseram ligados a um setor “independente”.

Um reflexo dessa variada distribuição no organograma é a baixa valorização do trabalho realizado pela Comunicação Interna, segundo os entrevistados. Entre os vinculados ao RH, o maior grupo, 55% acham que seu trabalho é pouco reconhecido. Entre aos ligados ao Marketing, a “bronca” é ainda maior: 60% não se consideram valorizados. A surpresa está na reclamação dos ligados à Presidência: 65% estão descontentes. Imaginava-se que, quanto maior a ligação direta com o comando, maior as chances de um bom trabalho. Esta presunção merece agora ser revista e estudada.

A comunicação interna parece mais valorizada e reconhecida quando ligada à área afim. Entre os que respondem a uma diretoria de Comunicação, a grande maioria (73%) está satisfeita. E a satisfação é boa (58%) entre os autodenominados “independentes”.

Essa “desilusão” é ressaltada por outros dados. A maioria (55%) dos entrevistados indica que a Comunicação não participa das decisões estratégicas das empresas (e segundo a SocialBase, quando isso acontece o trabalho chega a ser até três vezes melhor). Outro dado que merece atenção: 70% dos entrevistados dizem que faltam processos e práticas efetivos nas empresas onde trabalham. Outros 20% dizem que é bastante difícil gerir a comunicação por falta de apoio superior. Enquanto 9% informa não ter ferramentas de comunicação eficazes.

Nem tudo, porém, está perdido: 64% dos entrevistados revelam que possuem orçamento para ações e ferramentas de comunicação, o que, segundo a SocialBase, triplica os resultados das ações da Comunicação Interna. E as ferramentas estão se ampliando e se modificando devido ao avanço da internet. A ferramenta com a maior taxa de aprovação (54%) é a intranet social, seguida pelas publicações internas (50%), TV (50%), intranet (44%) e mural (43%). O mesmo mural, quem diria, encabeça a lista das ferramentas mais usadas (com 70%), a TV (56%), intranet normal (33%) e publicações internas (24%).

(Uma observação: a pesquisa foi divulgada na forma de um simples e eficiente infográfico,de onde copiamos a ilustração deste post. Quem quiser conferir: http://materiais.socialbase.com.br/infografico-perfil-do-profissional-de-comunicacao-interna-no-brasil )


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