

Meu escritório em Sisters Avenue
Relato sobre o escritório montado por Marco Piquini em Londres durante seus anos como correspondente internacional. O texto mostra como criatividade, reaproveitamento de materiais e ferramentas analógicas ajudaram a construir um espaço de trabalho que marcou o início de sua trajetória profissional no exterior.


Vai pro gol!
Futebol de botão: memórias de um gol inesquecível Os idiomas refletem o mundo e as realidades das pessoas que os falam. No Brasil, o léxico do futebol transcende as “quatro linhas” e faz parte da gramática das relações sociais. Traduz desafios cotidianos. Se enfrentamos uma situação de pressão, estamos "na marca do pênalti". Damos uma “bola fora” se cometemos uma gafe. A pessoa é "escanteada" quando sai de um projeto. "Driblamos" dificuldades. Se quase fechamos um negócio, “a


A pia inaugural
Primeiro emprego em Londres: a pia inaugural Antonio, um italiano que estudava física em Londres, me ajudou em meu primeiro emprego. Ele ocupava o quarto 10, no can to diagonal oposto ao quarto 9, onde eu e a Vânia morávamos, no primeiro andar do casarão do 9, Windmill Drive, no meio do Clapham Common Park. Ele me levou até uma porta amarela no número 80 da Shaftesbury Avenue. Lá dentro, conheci Mr. Felix, nome inglês de outro italiano, Felice Pollano, que me arrumaria bicos


Fiat Tempra: um lançamento inesquecível na Sicília
Um lançamento para lá de especial Deu para perceber que aquela viagem seria especial. Iríamos para Taormina, histórica cidade à beira-mar na Sicília, para o lançamento do Fiat Tempra, em 1990, um ano antes do carro chegar ao Brasil. O avião não era qualquer um: os 12 jornalistas que partiram de Londres embarcaram no jato particular do poderoso chefão Gianni Agnelli, presidente do grupo Fiat mundial. No lugar de assentos normais, havia duas poltronas em couro branco que se est


O maior vendedor de carros que conheci
Carlos Alberto Oliveira Andrade e uma lição de vendas O sedan 21 parou atravessado na Av. Ibirapuera, defronte ao showroom da Renault, às seis horas da tarde de sexta-feira, interrompendo o trânsito. O motorista saiu do carro, fechou a porta com o controle remoto (acho que o 21 foi o primeiro modelo com esse recurso), jogou as chaves em um arbusto em frente à loja e gritou, com voz trêmula: “Podem ficar com esse carro.” Virou as costas, entrou em um taxi que o esperava e sumi


Projeto com “P” maiúsculo
Instituto Minas Pela Paz: um projeto com impacto real Há projetos que caem no nosso colo de maneira bastante fortuita. Em 2005, o então presidente da Federação das Indústrias de Minas Gerais (FIEMG), Robson Andrade, listou os 10 temas mais preocupantes para o empresariado e, em uma reunião do Conselho Estratégico da casa, que reunia os presidentes das 10 maiores empresas do estado, sorteou os “problemas” entre os presentes. Cledorvino Belini, na época presidente da holding Fi


Conquistando uma cidade
Relacionamento com comunidade: o case Iveco Sou cidadão honorário de Sete Lagoas (MG). Para muitos, o título parece ser uma “bobeira”. Mas, para mim, a homenagem significa muito: é um reconhecimento do que construí com a cidade a partir do momento em que assumi a diretoria de comunicação da Iveco, em 2007. Naquela época, a fábrica da empresa em Sete Lagoas era “genérica”. Produzia caminhões Iveco e vans Fiat e, mesmo com 10 anos de funcionamento, era um ambiente sem “alma”: o


Como virei jornalista: uma história de escolha e acaso
1975. Fazia o colegial no Objetivo em São Paulo e vivia “fora do mundo”. Um dia, meu primo Luiz me perguntou: “O que você vai prestar no vestibular?” Fiquei intrigado: eu nem sabia o que era vestibular. Acabei descobrindo que seria dali a cinco meses e, pela primeira vez, me questionei sobre uma futura profissão. Estudava em uma turma de Exatas, mas engenheiro eu não seria. De matemática e física eu não entendia nada. Gostava mesmo de história. Naquele devaneio, cravei: quero


A camisa de "Gola Olímpica"do Caetano
Caetano Veloso e a camisa do Festival de 1967 Todo mundo assistia aos Festivais de Música Popular Brasileira da TV Record. E, em 1967, foi o ano em que um raio caiu duas vezes no mesmo lugar: Caetano Veloso e Gilberto Gil chegaram ao mundo juntos. Gostei do Gil, mas me liguei no Caetano. Magro, cabelão encaracolado, simpático, sorridente, estiloso. Nunca tinha visto uma camisa como a que ele usava, com um colarinho que subia enrolado no pescoço. Minha mãe disse que se chamava


Press kit de lançamento: quando o texto vira experiência
O diretor perguntou: “Quem escreveu isso?” O diretor de comunicação da Fiat era o Nivaldo Nottoli, meu ex-editor no Jornal do Carro, me chamou para área de assessoria de imprensa da empresa com uma missão: “escrever”. E, entre as primeiras tarefas que me passou, estava a do press kit do Fiat Coupé, um carro que a empresa começaria a importar da Europa. O Fiat Coupé era sensacional. O capô era inteiriço e se dobrava sobre os paralamas; aberto, revelava por inteiro o compartime

