Valorização da equipe e cultura organizacional
- Marco Piquini
- há 3 horas
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A Cadillac revelou ontem (13/1) as fotos de seu primeiro Fórmula 1 com uma “livery” (pintura) especialmente concebida para “disfarçar” detalhes da aerodinâmica do carro, de acordo com a explicação oficial da marca de luxo da General Motos americana. São padrões geométricos em cores metálicas. Tem gente chamando de o “Batman da F1”. Gostei, porque é diferente e remete à tecnologia. Será utilizado nos testes de inverno de janeiro, quando todas as equipes experimentam suas novidades para a temporada do ano.
A pintura deve mudar quando o carro estrear de verdade na corrida de Melbourne (Austrália), em março, mas um detalhe dessas fotos me chamou a atenção: o bico do carro traz, sobre um fundo preto, os nomes de todos os membros da equipe da nova scuderia, sediados nos EUA e na Inglaterra. Achei uma homenagem muito bonita. Um reconhecimento. Quase um agradecimento.
Reparem: são dezenas, talvez centenas de nomes. Uma equipe de Fórmula 1 deve agregar muitas pessoas e conhecimentos. É um pináculo de tecnologia automotiva. O perfeccionismo e as exigências são extremos. Especula-se que as equipes como a da Red Bull e da Mercedes somam mais de 1.000 pessoas. Tamanho de grande empresa.
O que a gente vê, nas pistas, é uma fração desses totais. Cada equipe leva entre 80 e 90 pessoas para as corridas. Mas, “back in the office”, existem outras centenas de pessoas, como projetistas, aerodinamicistas, engenheiros, mecânicos, pessoal de marketing, logística, administração, financeiro e por aí vai. Em uma entrevista recente ao podcast Flow, Rubens Barrichello disse que o túnel de vento da Ferrari (quando ele pilotava os “vermelhos”) funcionava em três turnos, 24 horas por dia, todos os dias.
A gente não vê nem conhece essas pessoas. A Cadillac botou o nome de todos os profissionais de sua equipe no carro. Isso não marca ponto no campeonato, mas é uma atitude louvável.








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