UMA OPORTUNIDADE PARA OS COMUNICADORES – OS PRIMEIROS PASSOS – Parte 04/04


OS PRIMEIROS PASSOS

Até aqui, refletimos sobre como a Comunicação se encontra no mercado, como podemos mudar essa situação, as bases para essa mudança e, agora, os primeiros passos para tornar isso realidade. (Confira as últimas postagens: post 01, post 02, post 03). Assim sendo, o desenvolvimento de uma comunicação estratégica poderia seguir o seguinte caminho:

  1. Com um propósito definido, discutido e consensado entre direção e Comunicação, já teremos nosso Norte de valores e uma mensagem-chave para nos guiar.

  2. Com o direcionamento estratégico (ou seja, o que devemos alcançar do ponto de vista de resultados, em um determinado espaço de tempo), já podemos desenhar planos de ação (com vários projetos de comunicação) para contribuir com a empresa/organização na caminhada em direção a esses objetivos.

  3. O entendimento mais apurado dos nossos diferenciais em termos de produtos e serviços nos ajudará a definir uma linha de comunicação bastante apropriada para divulgá-los melhor e mais efetivamente;

  4. Com um mapa de stakeholders podemos definir a ordem sequencial de públicos a serem atingidos, com as abordagens específicas para cada público.

  5. Além disso, com as personas definidas (normalmente clientes ou usuários), poderemos desenhar de forma muito mais assertiva a linguagem e a abordagem da comunicação dirigida a essas personas;

  6. Com um calendário de oportunidades de Comunicação, podemos já programar com antecedência, identificando as melhores oportunidades e momentos, para ampliar a força de nossa de comunicação.

Perceba-se que essas ações antecedem o trabalho operacional de produzir e disponibilizar conteúdos, realizar campanhas, promover eventos.

Há diversos benefícios adicionais de um projeto desenvolvido dessa forma.

O primeiro é a formatação de uma proposta geral de Comunicação Estratégica, desenhada dentro de uma linguagem corporativa mais compreensível para a direção. Começaremos a conversar na linguagem de quem toma as decisões.

Teremos um norte a seguir e uma estratégia a atender. Teremos os projetos que nos levarão até lá e que, em seu conjunto, irão compor os planos de ação desenhados e distribuídos dentro de um calendário que permitirá uma visão antecipada de toda a movimentação da comunicação.

Essa forma de apresentar o trabalho se encaixa dentro de uma “linguagem corporativa” mais aceitável por parte dos “frios”, que entenderão o objetivo, o plano, o tempo e as entregas.

E, especialmente, esse planejamento antecipado permite que os custos das ações possam ser projetados/estimados e somados, compondo uma proposta de orçamento plenamente justificada pela relevância das ações propostas frente à estratégia da corporação. Um plano com orçamento aprovado pela direção tem sua implementação facilitada enormemente.

Em resumo, essa é, em minha opinião, a forma mais segura de se estruturar uma ação de reposicionamento da Comunicação dentro das organizações. Uma forma organizada e segura de agir para aproveitarmos a excelente oportunidade aberta a nós pela transformação econômica, social e digital porque passa o mundo.

Vamos em frente?


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