Como escrevemos nosso manifesto empresarial


Nestes tempos de intolerância, em uma das reuniões da equipe da agência, surgiu um questionamento por parte da galera: a PIQUINI vai se posicionar quanto ao movimento antirracista que está tomando conta do mundo? E a respeito das ameaças antidemocráticas que pairam sobre a sociedade brasileira?

Boas perguntas.

Conversamos sobre isso não apenas sob o ponto de vista do grupo, mas também do ponto de vista de nossa filosofia de trabalho. Como devemos nos comportar entre nós e, sendo uma agência especializada em comunicação estratégica, qual aconselhamento devemos repassar aos nossos clientes nesse sentido?

As respostas que encontramos foram estas:

Do ponto de vista interno da empresa, o posicionamento deveria representar nosso DNA. Sendo uma empresa familiar, o ponto de partida foram as “verdades” dos fundadores e os valores aplicados na gestão das pessoas e na prática no dia a dia do trabalho.

O que encontramos foi um histórico de vida em defesa da democracia e de respeito às diferenças e pluralidades do ser humano. Hoje, na PIQUINI, por exemplo, tem quem votou azul, vermelho, laranja ou cor nenhuma. 50% da equipe é homem e 50% é mulher, 25% é negra e, nas suas várias formatações ao longo dos anos, sempre houve pessoas da comunidade LGBT. Em nosso dia a dia, aliás, essas características pessoais ou de opinião nunca interferiram nos critérios de contratação, avaliação do trabalho ou no trato diário dentro ou fora do escritório (como neste momento de home office). O diálogo e o questionamento são estimulados.

Do ponto de vista empresarial, reafirmamos nosso compromisso de trabalhar no melhor de nossas capacidades para o atendimento às demandas de nossos clientes, assumindo uma atitude de responsabilidade ética no tratamento dos fatos, das pessoas, dos objetivos do nosso trabalho e dos compromissos assumidos na execução de nossas entregas.

E então, ao olharmos para nossas definições, não encontramos nelas modismos ou manifestações “marqueteiras”. Encontramos valores pelos quais lutamos e dos quais não abrimos mão. Esses pontos foram aprovados pela turma e escrevemos nosso manifesto:

“Na PIQUINI, nós nos consideramos humanistas. Trabalhamos a Comunicação Estratégica na melhor de nossas capacidades para atender nossos clientes, tendo sempre o ser humano como a medida de todas as coisas. Entendemos e aceitamos o pluralismo das variadas visões, escolhas e interpretações que todos temos sobre a vida e o mundo. Não diferenciamos gênero, cor ou orientação sexual. Somos intransigentes apenas quanto ao respeito aos ideais democráticos.”

Aconselhamos qualquer organização que queira se posicionar a seguir esse mesmo caminho: olhe para dentro, descubra suas verdades, aquelas pelas quais vale a pena lutar. É um excelente começo.


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