SEMPRE FALE A VERDADE


Se há uma regra de ouro no mundo da comunicação é essa: sempre fale a verdade. Porque mentira tem perna curta e, se a empresa for descoberta, não será apenas uma questão da vergonha momentânea por conta da falsidade, mas de grande dano à reputação da empresa. Quando a reputação é “danificada”, é muito difícil de ser consertada ou recuperada.

O recente caso envolvendo o currículo do “quase-ministro” da Educação mostra o perigo de se vender uma imagem que não condiz com a realidade. De uma hora para outra, desmentidos acerca das realizações apontadas no CV oficial divulgado pelo ministério começaram a brotar de todos os lados. Em pouquíssimo tempo, a imagem daquela personalidade pública já estava destruída. Praticamente nem assumiu o cargo. Virou meme. Viverá, de agora em diante, com a maldição de ser um mentiroso.

No caso das empresas, se mentir está fora de questão, exagerar a “verdade” também é algo que deve ser evitado. Quando uma empresa afirma em sua comunicação que é “sustentável”, precisa entender muito bem o que isso significa. Pois não basta fabricar um produto que pode ser reciclado após o uso. Para ser sustentável é preciso fazer muito mais do que isso. Na empresa existe um diretor com responsabilidade ambiental? Possui metas conhecidas de redução de consumo de água, de energia e de reutilização de matérias-primas? Publica relatórios com standard GRI?

O segredo para não cometer um erro desse tipo é olhar para além do conceito da moda ou das palavras bonitas. Empresa que se diz publicamente defensora do movimento LGBTQIA+ precisa ter e aplicar na prática uma política de pessoal que não tolera discriminação dentro de casa, nem mesmo na hora de realizar promoções. Empresa que se diz inovadora, precisa ser tolerante ao erro, porque o erro faz parte do processo de inovação.

Na hora em que a empresa decidir falar, é bom olhar para essas verdades. Porque mais do quer isso ou aquilo, porque parece bonito ou está na moda, o melhor de tudo é ser coerente. Se ela não é sustentável, ela é o que? Um trabalho sério de identidade de marca há de descobrir as características intrínsecas de uma empresa, o que permite sugerir um posicionamento claro, sustentado por realidades que podem ser comprovadas. Há muito valor nessa coerência.

Mentir nunca foi ético nem recomendável. E hoje, parece ser mesmo uma loucura. Entre outras coisas, porque as redes sociais não só promovem um tipo de vigilância pública atenta e amplificada, mas também se transformaram em máquinas de “lacração” - que podem ser vingativas e militantes. E vale lembrar: a internet nunca esquece.


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