Era digital e o mundo da moda


É engraçado ver como nós já nos adaptamos totalmente às mudanças trazidas pela internet: a cada geração que passa, nos tornamos mais conectados, mais digitais. Mesmo sendo um fato recente na história, ela provocou mudanças tremendas na vida da sociedade, ao possibilitar, de uma maneira nunca feita antes, a troca e o armazenamento simultâneo de informações em escala global e na velocidade da luz.

Imagine só: se antes dependíamos de outros meios de acesso à informação para nos comunicarmos e produzir cultura, que exigiam tempo e até mesmo deslocamento físico (o envio de cartas e correspondências, o trajeto que fazemos para conseguir ter acesso a livros e outros materiais da imprensa), agora temos acesso a todas essas informações na palma da mão e em tempo real com a internet.

Considerando os humanos como seres extremamente sociáveis, já era de se esperar que utilizassem essa nova ferramenta de comunicação com entusiasmo, afetando a forma de nos relacionarmos uns com os outros. O advento da internet proporcionou outras mudanças: agora podemos estudar, trabalhar, nos divertir e até realizar compras na frente de um computador, sem sair do lugar e sem perder tempo com isso. Quando paramos para pensar nisso, percebemos o quão doido isso é, certo? E sem dúvida, chegamos a um ponto em que é muito difícil imaginar uma vida na qual estaríamos totalmente desconectados.

Mas o que tudo isso tem a ver com a moda? A questão é: a moda está ficando cada vez mais digital. A pandemia do coronavírus acelerou a digitalização de empresas, as do setor de moda principalmente. As que ainda não tinham se adaptado totalmente ao digital, tiveram que correr atrás do prejuízo para conseguir manter uma presença forte nas redes sociais e uma boa plataforma de e-commerce.

Um exemplo recente é a loja de varejo C&A que conquistou a posição de aplicativo mais baixado do Brasil. Segundo matéria do Mercado & Consumo, os objetivos da empresa eram os mencionados acima: com a pandemia, a empresa buscou se remodelar para obter uma presença digital mais forte. A rede varejista procurou realizar campanhas e ofertas referentes ao aplicativo, além de melhorar a experiência do usuário na plataforma.

Outro exemplo interessante, desta vez na área de produção de conteúdo, é de outra varejista, a Renner, que lançou um podcast voltado para moda e comportamento. Segundo o portal Metrópoles, a empresa decidiu entrar na onda de várias outras empresas do setor e lançou o podcast “Fashion Talks”. O foco principal é moda, comportamento e sustentabilidade. O Fashion Talks está disponível na plataforma de músicas e de podcasts, Spotify.

Ter uma presença forte nas redes e a constante produção de conteúdo relevante são coisas indispensáveis para conquistar novos tipos de consumidores, mais informados e exigentes. Buscar melhorar o relacionamento entre empresa e cliente, por meio de programas de atendimento mais humanos e personalizados, é um fator determinante para muitos consumidores.

Com exemplos como esses é possível ver como as empresas, antes relutantes, abraçaram a ideia do marketing digital e do e-commerce para continuarem relevantes nessa nova era. Essa transição não requer apenas uma decisão de diretoria, mas preparo. A migração para o digital requer nova mentalidade, novos conhecimentos, uma relação mais aberta com o consumidor e, principalmente, a capacidade de produzir conteúdo que reflita a personalidade da empresa, seus valores e suas propostas. Apostamos que muitas empresas ainda não estão prontas para esse salto. para elas, a hora é de rever completamente suas estratégias.


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