A mulher em tempos de Covid


A mulher em tempos de Covid

Para marcar o Dia Internacional da Mulher 2021, a ONU escolheu o seguinte tema: “Mulheres na liderança: Alcançando um futuro igual em um mundo de Covid-19″.


A ideia é destacar a importante atuação desempenhada pelas mulheres no combate à Covid-19. Um reconhecimento às profissionais de saúde, cuidadoras, inovadoras, organizadoras comunitárias e lideranças que participam ativamente do combate à pandemia. Elas são maioria na linha de frente de combate ao vírus, mas ganham 11% menos em comparação aos seus pares masculinos, segundo dados da ONU.


Um fato importante mencionado no comunicado das Nações Unidas é que em países governados por mulheres, como Dinamarca, Etiópia, Finlândia, Alemanha, Islândia, Nova Zelândia e Eslováquia, a gestão da crise, com medidas de prevenção à saúde e aos impactos econômicos, obteve sucesso maior. As ações adotadas por essas governantes foram mundialmente reconhecidas pela rapidez, determinação e eficácia.


Mesmo com esse avanço, a representação das mulheres na vida pública ainda é pequena e elas têm pouca participação nas decisões de governo e políticas públicas, segundo relatório da ONU. “As mulheres são chefes de estado ou de governo em 22 países e apenas 24,9 por cento dos parlamentares são mulheres. No atual ritmo de progresso, a igualdade de gênero entre chefes de governo levará mais 130 anos para ser alcançada.”


Contudo, ao mesmo tempo em que as mulheres demonstram capacidade e determinação para vencer a pandemia, um outro aspecto se impõe e revela as dificuldades e limitações que o isolamento social provoca, expondo muitas mulheres e meninas a situações de vulnerabilidade ainda maiores às preexistentes à Covid-19. A pandemia trouxe o aumento da violência doméstica, do trabalho não remunerado, dos casamentos infantis, do desemprego e da pobreza. Além da falta de acesso digital e à educação.


O que nos leva a deduzir que estamos no caminho certo, mas para alcançar um futuro igual em um mundo de Covid e pós-Covid, ainda falta muito chão a percorrer. Segundo Phumzile Mlambo-Ngcuka, diretora executiva da UN Women, “Nenhum país prospera sem o envolvimento das mulheres. Precisamos de uma representação feminina que reflita todas as mulheres e meninas em toda a sua diversidade e habilidades e em todas as situações culturais, sociais, econômicas e políticas. Esta é a única maneira de obtermos mudanças sociais reais que incorporem as mulheres na tomada de decisões como iguais e beneficie a todos nós”.


Por enquanto, vamos celebrar nossas conquistas, aumentar a conscientização contra o preconceito e lutar pela igualdade.

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